Ir para o siete
Antônio Francisco Lisboa o Aleijadinho por Cristina Ávila & Márcio Carvalho
Capa do livro, 1814 - 2014 Bicentenário de Aleijadinho
Patrocínio

Sinopse do livro - Aleijadinho


A Assembleia legislativa de Minas Gerais, no ano do bicentenário de morte de Antônio Francisco Lisboa, lança novo livro de arte sobre o Patrono das Artes Brasileiras

Antônio Francisco Lisboa, dito o Aleijadinho nasceu em Ouro Preto/MG,a 29 de agosto de 1730 ou, mais provavelmente, 1738 conforme sua certidão de óbito datada de 18 de novembro de 1814, comemorando-se no corrente ano o bicentenário de sua morte.


Avaliado pela crítica de arte especializada como o mais importante escultor, entalhador e arquiteto do Brasil colonial é considerado o patrono da Arte Brasileira.


Filho do também entalhador, o português Manoel Francisco Lisboa e de uma escrava que se chamava Isabel, inicia seu trabalho artístico ainda na infância colaborando com o seu próprio pai. Sua primeira biografia "Traços Biográficos Relativos ao Finado Antônio Francisco Lisboa", escrita apenas 44 anos depois de sua morte, por Rodrigo Bretas é fonte aceita como precisa, ainda que alguns pesquisadores considerem que existem dados incertos ou incompletos. Obviamente, sua assinatura em recibo de trabalhos feitos por encomenda descarta a polêmica de que ele jamais tenha existido.

Aos 40 anos de idade, Antônio Francisco Lisboa é atacado por uma doença que o deixou gravemente deformado sendo motivo de acalorados debates. Em 1929, o médico Renê Laclette diagnosticou uma lepra nervosa. Outra hipótese citada com frequência é a da zamparina (doença advinda de um surto gripal que irrompeu no Rio de Janeiro em 1780, responsável por alterações no sistema nervoso). As demais especulações, encontram-se em mais de 30 estudos, incluindo escorbuto, encefalite, artrite crônica e sífilis.

Com o agravamento da doença, surge o apelido o Aleijadinho. O artista perde o vigor físico, o que não o impossibilita de trabalhar. Conta-se que ao perder os dedos dos pés ele passou a andar de joelhos, protegendo-os com dispositivos de couro, ou a se fazer carregar. E ao perder os dedos das mãos, passou a esculpir com o cinzel e o martelo amarrado aos punhos.

Com um estilo relacionado ao Barroco e ao Rococó sua trajetória artística é reconstituída principalmente através das suas obras documentadas ou reconhecidas por atribuição de estudiosos.

Toda sua obra, entre talha, projetos arquitetônicos, relevos e estatuária, foi realizada em Minas Gerais, especialmente nas cidades de Ouro Preto, Sabará, São João del-Rei e Congonhas. Os principais monumentos que contém seus trabalhos são a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde realiza sua obra prima Os Passos da Paixão de Cristo e os 12 profetas em pedra-sabão (1800-1805).

O livro foi organizado não através de cidades históricas de maior ou menor magnitude, mas, ao contrário, através de uma seleção de obras de fácil acesso público (documentadas ou atribuídas por especialistas do IPHAM) que abrangem as diversas facetas do genial artista. Com organização editorial, texto de apresentação e pesquisa coordenada pela escritora e historiadora Cristina Avila, que contou em sua equipe com as pesquisadoras Josanne Guerra Simões e Moema Quites, podemos ver obras sequenciadas em capítulos e lindamente ilustradas pelo conceituado fotógrafo Márcio Carvalho.


Como dissemos, os capítulos se organizam por tipologia de obra sendo:

Trabalhos de arquitetura:

  1. Risco: Desenho, prospecto de uma construção, um retábulo ou alguma outra obra.

  2. Fachadas: Construção arquitetônica que pressupõe projeto e execução do frontispício e laterais de um monumento.

  3. Frontôes: extremidade da fachada de um edifício com telhado em duas águas, geralmente triangular. Fala-se também em frontão relativamente ao coroamento ou remate de retábulos, portas e janelas, entre outros.

  4. Portada – grande porta, enquadrada por composição ornamental, em minas Gerais se destaca o uso da Pedra-sabão, solução criativa na falta do tradicional mármore.

  5. Chafarizes : Conjunto que apresenta uma ou mais bicas, por onde corre água potável. Os chafarizes mineiros do período colonial são geralmente construídos em apurado trabalho de alvenaria e cantaria.


Além disso, trazemos ao leitor legendas de todas as obras com título, datação e localização atual e um breve glossário de termos técnicos para a iniciação ao tema arte colonial mineira. No final apresentamos referências de livros consultados pela equipe com normatização da bibliotecária Lúcia Paoliello.